terça-feira, 21 de outubro de 2008

O BEIJO DA DISCÓRDIA


Vejam esta notícia veiculada na internet no dia 20 de outubro:

"O advogado católico, Guilhermo Grisólia, enviou na última semana um comunicado ao jornal 'La Capital de Rosario' pedindo para que seja retirada de um museu em Buenos Aires a pintura onde o Super- homem beija a boca de Jesus Cristo. A pintura, do artista Mauro Guzmán, de 31 anos, é uma sátira à obra de arte denominada "A maior, mais bela e mais heróica história de amor de todos os tempos".

Em declarações ao jornal, Grisólia disse que pediu "por carta-documento aos

representantes do museu que tenham o bom senso de retirar de imediato a obra ou ele recorrerá a via judicial".O secretário de Cultura de Buenos Aires, Fernando Farina, disse que "as críticas serão levadas em conta", mas advertiu que "de nenhum modo se está pensando em retirar a obra", adquirida no ano passado pelo museu por 2 mil dólares.Neste ano, Guzmán ganhou o prêmio máximo da 17ª feria de arte contemporânea ArteBa, de Buenos Aires".

Esta pequena notícia que eu recebi aqui mesmo no blog demonstra claramente a rivalidade acentuada entre o cristianismo e os homossexuais. E a tendência é que ela vá rescrudescendo até que a Igreja seja arrebatada. O número de homossexuais cresce bem mais do que o número de cristãos verdadeiros. E há até homossexuais cristãos, embora não existam cristãos homossexuais. A homossexualidade tem sido um tema cuja abordagem tenho procurado evitar. Mas, num futuro próximo, garanto que trarei estudos e expressarei minha opinião, à luz da Bíblia, acerca deste assunto.

Por enquanto, quero apenas asseverar que o advogado da notícia da que estamos tratando está cometendo um grande equívoco. Observem que a notícia não é a pintura em si, mas o protesto do Sr. Guilherme Grisólia. Tentando condenar a atitude do artista, o sr. Guilherme só fez lhe dar maior publicidade. Equívocos semelhantes têm sido cometidos pela maioria dos líderes católicos e evangélicos do mundo inteiro: a perseguição desenfreada contra a manifestação gay.

Ora, se o doutor em questão incomodou-se com a imagem, não vá mais naquele museu até que ela seja retirada. Ou então, vá ao museu e ignore o quadro. Comentasse, debatesse, contestasse mas não abrisse brechas para que nós, cristãos, sejamos tachados de intolerantes e ditatoriais. Raramente vemos um gay às portas de nossas igrejas manifestando-se contra o cristianismo. Então, porque nós vamos ao habitat deles incomoda-los?

Nós sabemos que não somos deste mundo. E nossa função enquanto aqui estivermos será de amar e divulgar o amor de Cristo, inclusive aos homossexuais que quiserem libertar-se desta prática antinatural. Quanto aos que não quiserem, que recebam nosso respeito. Não concordamos com a prática, mas não devemos execrar os praticantes. Cabe a Deus o julgamento de cada alma, e não a nós.

Por outro lado, bem que o pintor Gúzman poderia ter evitado semelhante polêmica. Jamais ele pintaria o Super-homem beijando o profeta Mohamed, porque no dia seguinte, um avião cairia em sua casa. Como os cristãos tendem a ser pacíficos, muitos abusam desta virtude. Com tantas personalidades que poderiam estar ali, porque a escolha de Jesus Cristo? Com certeza, ele estava querendo provocar. Uma provocação infantil e desproposital, mas não deixa de ser uma provocação.

Esse é um ponto que debaterei mais adiante. Acho que nem certos cristãos e nem certos gays sabem viver em democracia. Qualquer manifestação contra a prática homossexual, os gays levam como se fosse uma ofensa pessoal. Parece até que todos somos obrigados a achar correta esta prática. E nós, cristãos, não sabemos reagir quando a nossa fé é zombada e escarnecida, e partimos para atitudes típicas de mundanos e em nada condizentes com as virtudes do Espírito Santo. Alguns chegam ao extremo da violência verbal ou até mesmo física.

Enfim, repudio as atitudes tanto do pintor Mauro Gúzman que fez um quadro com a clara intenção de zombar da fé cristã quanto do advogado católico Guilherme Grisólia por querer censura-la. O que vemos aqui é um abuso do direito: do direito de pintar e do direito de protestar. Se estes cidadãos soubessem que a liberdade deve ser limitada pelo respeito, esta notícia sequer teria existido.

2 comentários:

Lá_Anjos disse...

É...
Gostei em especial da afirmação "... nem certos cristãos sabem viver em democracia..."
É uma pena que seja realidade.
Não é um abuso protestar (e sei que vc concorda com isso), acredito que o problema foi o advogado ter enviado o seu protesto a um jornal... Isso não tem razão de ser, mas... é um tal de faltar com o respeito danado nesse mundo né...
"Ok senhor pintor, vc tornou pública a sua falta de respeito em forma de 'arte' e eu torno público o meu protesto, onde tbm não o respeitarei, em forma de carta..." - imaginei eu, após ler a notícia.
Que lindo não?!
oO
Aonde será qe iremos parar?!?!

O Clérigo disse...

Grato pelo seu comentário, querida irmã. Quanto à sua sugestão, tenho certeza de que seria uma atitude mais inteligente do que a do nobre advogado em questão!
Fique na paz...