quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Por algum motivo por mim desconhecido, o assunto do verão tem sido o do título acima. Embora a lei Caó, que trata da discriminação religiosa esteja em vigor desde 15 de janeiro de 1989, o jornal Extra resolveu fazer uma série de reportagens sobre este assunto, denunciando casos em que os infratores sairam impunes ou que as acusações nem sequer foram averiguadas. Não me causa estranheza este jornal apenas enfatizar como vítimas as religiões africanas e romana. Sabemos perfeitamente que os meios de comunicação ligados à rede Globo tratam estas religiões como se fossem culturas que ajudaram a formar a nação brasileira, portanto, gozam de grande simpatia junto à mídia, ao passo que as religiões cristãs protestantes são vistas como perturbações de um povo ignorante.
As matérias do citado jornal são quase sempre as mesmas histórias, mudando apenas as personagens: um praticante de culto afro ou romano, geralmente pessoa indefesa, como criança e idoso, ofendido por um evangélico, quase sempre em posição de destaque como professor ou líder religioso (pastor). As fotos quase sempre mostram um representante da cultura afro e romana ostentando com grande orgulho algum símbolo de sua fé.
E o jornal Extra não está sozinho nesta empreitada. A rádio CBN, o site G1 e outros meios globais têm feito o possível para expor notícias a esse respeito. Claro, é papel da mídia noticiar os assuntos de relevância para a sociedade. O que eu lamento é a parcialidade com que notícias desse cunho são veiculadas. Em nenhuma dessas matérias eu observei um líder evangélico sendo escutado para esclarecer que atitudes isoladas de intolerância não representam o pensamento da Igreja Cristã Evangélica como um todo. Aliás, nem mesmo os supostos ofensores se defendem na mesma proporção em que a vítima os acusa. É lógico que a intolerância religiosa deve ser extirpada, mas porventura, apenas a Umbanda, o Candomblé e o Romanismo são religiões? Não o é também a Religião Evangélica?
A Igreja Evangélica precisa entender que a lei é para todos, portanto, se um evangélico de alguma forma se sentir ofendido em sua fé, deve acionar os órgãos competentes em sua defesa. Em meu período escolar, ouvia muitas "piadinhas" dos professores acerca da minha religião e, por desconhecer a lei, tudo passou despercebido. É justamente na sala de aula onde a intolerância religiosa contra os evangélicos é mais contundente. E como os infantes e adolescentes desconhecem seus direitos, ou acham muito trabalhoso se defender, a impressão que dá é que o nosso povo não sofre discriminação, mas discrimina as outras religiões.
Aí vai o meu apelo para que as famílias cristãs consultem o departamento jurídico de suas respectivas igrejas e acionem a lei contra a intolerância religiosa. E não permitam que seus filhos sejam obrigados a participar de cerimônias de outras religiões sob pretexto de "trabalhos educativos". Tampouco que eles tenham de aprender sobre a história de "santos" e "orixás", pois o Estado é laico e o dinheiro público não é para financiar ensinos religiosos camuflados de culturais. A cultura do evangélico é diferente da cultura afro-romana. E isso deve ser respeitado.
Obviamente que a igreja também deve tolerar as demais religiões. Mas, tolerar, não é sinônimo de concordar. Não é crime dizermos a verdade bíblica de que a idolatria é pecado, de que adoração de ídolos é adoração aos demônios, de que a consulta aos mortos é biblicamente proibida e etc. O que não devemos fazer é citar nomes das "entidades" ou dos "santos" em nossos cultos, tampouco zombar da fé alheia ou incitar algum ato de violência contra os mesmos.
Há crentes, até mesmo líderes religiosos, que associam o "demônio da prostituição" à "Pomba-Gira"; o "demônio da embriaguez" com o "Zé Pelintra"; o "demônio do desemprego" ao "Tranca-Rua" e assim vai. Já preguei em uma igreja onde foi "louvado" um "corinho de fogo" que falava mais de dez nomes de orixás do Candombé. Além de ignorância, isto é intolerância. Uma das causas que faz com que cenas como estas sejam, de certo modo, constantes, é o elevado número de pessoas que têm trocado a religião afro e romana pela evangélica protestante. Elas trazem consigo os hábitos e costumes de sua religião anterior e muitas vezes nem passam por um discipulado bíblico e já saem pregando seu testemunho de conversão, fazendo com que os rituais e as liturgias destas religiões sejam de certa forma introduzidos em nosso meio.
"Quem está em Cristo, nova criatura é". Recomendo aos irmãos oriundos de outra expressão religiosa e optaram pelo Evangelho que não injuriem sua religião anterior ou seus antigos companheiros e sim que desfrute desta nova vida que Jesus lhes concede. Fale de Cristo, fale do amor de Deus. Viva a sua nova religião e esqueça os resquícios da antiga. "Deixando as coisas que para trás ficam, prossigo para o alvo pelo prêmio da soberana vocação que está em Cristo Jesus". E que façamos tudo pelo vínculo da paz!

Um comentário:

Drica disse...

Caro senhor Clerigo,meu nome é Drielle e faço parte da Igreja ASSembleia de DEus -Ministerio de Madureira- em Itaperuna-rj.
Me mudei para Niterói devido aos estudos,porém estou interessada em saber onde fica a ASSembleia de DEus de Madureira aqui em Niterói.
Vi o seu canal no You tube e ficaria muito agradecida em ser respondida.Deixarei o meu email com o senhor, se fosse possível,gostaria de obter uma resposta:driellecobain@hotmail.com
Fique com Deus