segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O CONTROVERTIDO PASTOR QUEIROZ


Pastor Queiroz costuma dizer que ele é único em sua classe. Não se enganem, não é jactância de sua parte esta assertiva. Ele, realmente, é dono de uma impressionante originalidade. Em nada ele se assemelha aos pastores da mídia que temos ouvido em rádios e vistos em televisão. E, quando digo “nada”, refiro-me às aspirações, ideologias e métodos. Na verdade, enquanto os pastores contemporâneos incitam seus fiéis ao acúmulo de bens materiais e a conquistas pessoais, Pastor Queiroz sempre enfatiza o problema do pecado e orienta seus liderados a fugirem deste mal e a consagrarem-se a Deus de todo o coração. Esta é a tônica de sua mensagem. Ele também ressalta o serviço cristão como evidência da regeneração do crente. E é justamente aí onde reside minha admiração pessoal por este que também é meu pai biológico, além de guia espiritual.

Ao longo de sua vida paterna, Pastor Queiroz soube valorizar o poder do serviço. Esta foi sua liderança para com sua família. Serviu a meu irmão e a mim, procurando dar-nos uma formação moral e teórica acima da média àquela época. Financiou cursos técnicos, cursos de idioma, investiu em nosso material escolar, jogou videogame conosco, levou-nos para jogar futebol, ganhou-nos no jogo de dominó, patrocinou material de estudo bíblico para nós, entre outras façanhas. E também serviu à sua esposa, investindo em sua carreira ministerial através de seu financiamento do CD “Obrigado, Senhor”, bem como levando-a aos locais onde ela teria de ministrar.

A ousadia também é marca deste servo do Senhor e isto é fator gerador de muita polêmica para aqueles que pouco lhe conhecem. Por ser uma fonte inesgotável de pensamentos laborais, Pastor Queiroz exige esta postura de todos que o cercam. E, às vezes, ele não é muito ortodoxo nesta posição, o que provoca ruídos na comunicação, fazendo com que poucos compreendam o cerne de sua mensagem. Na verdade, ele esforça-se para ter um vocabulário rico e abrangente, e creio eu, que não o faz por vanglória, e sim para ampliar seus recursos lingüísticos a fim de ser melhor compreendido.
Todavia, tal esforço nem sempre é recompensado, porque Pastor Queiroz não é muito dado à “gentilezas”. Ao contrário. Nem mesmo em família ele é do tipo "clássico carinhoso". Nunca foi. Sua forma de carinho é o trabalho. Segundo suas próprias palavras, “ele não tem medo de magoar ninguém”.

Entretanto, podemos nos queixar de sua rudeza no tratamento, mas nunca de negligência no trabalho. Pastor Queiroz não é um pastor clássico. É um pastor de trabalhos braçais, de palavras exortativas. De esforços titânicos para conseguir um objetivo que ele julga importante. Adora um debate, e quase sempre os vence. Aceita conselhos e repreensões, desde que esteja de bom humor, o que não é muito comum. Tem um senso de justiça aguçado, ainda que não muito coerente, o que é ilustrado em uma de suas sentenças: “os meus não tem defeito; os outros, se não tiver, eu ponho”.

Enfim, Pastor Queiroz tem um forte senso de temor ao Senhor. Queixa-se da falta de recursos financeiros para tocar as obras que ele gostaria, não por vaidade inglória, mas por um alto grau de comprometimento social. Transformou sua casa em um abrigo para algumas pessoas, costuma fazer compras e ajudar os necessitados. Isto, não porque almeja algum cargo público, pelo contrário. Mas, porque entende que esta é uma exigência do Evangelho transformador, o qual ele prega por ter vivido esta experiência de transformação.

Apesar de sua personalidade forte e temperamento indócil, é um orgulho tê-lo como pai. É um orgulho tê-lo como pastor. Seu amor para com as almas é tão grande, que ele não se importa de desgastar sua própria imagem a fim de alerta-las, com muita veemência, dos riscos que o pecado traz à saúde espiritual do crente. Ele não se preocupa muito com sua reputação. Mas, se preocupa muito em fazer o melhor para agradar ao Senhor, ainda, que de sua maneira toda especial e peculiar.
A maior parte dos filhos dos pastores, bem como de suas esposas, não segue ou não apoia o ministério de seu líder. Já o pastor Queiroz faz a obra do Senhor ao lado de sua esposa e com auxílio de seus dois filhos, o que comprova sua autenticidade como homem de Deus, visto que quem não cuida de sua casa, não pode cuidar das coisas de Deus. Sem contar seu único casamento, coisa rara entre os líderes clericais atualmente.
Apesar de receber muitas acusações, a maioria delas são sem fundamento. E estas falsas acusações muitas vezes maculam a impressão real daquilo que ele realmente é: um homem humilde, sincero, austero e possuidor de uma moral elevadíssima. Um dia, reconhecerão a importância de seus esforços e trabalhos, porque se a sabedoria é justificada pelos seus filhos (ou seja, obras) então, realmente, pastor Queiroz é um homem sábio.

3 comentários:

Marlon/Leane disse...

eu desisti de ler quando li que ele não reconhece seus defeitos e que os outros se não tiverem ele põe.

O Clérigo disse...

Meus caros,

Talvez eu não tenha redigido bem o texto. Ele reconhece os seus próprios defeitos sim. Ele não reconhece é dos "seus", ou seja, de seus amigos e familiares. Quanto aos inimigos, ele "coloca" defeitos ainda que não os possua. Uma pena que textos não reproduzam tom de voz. Também acho uma pena que tenham desistido de ler, pois jamais podemos analisar algo criticamente se não tivermos um escopo global acerca do objeto a ser analisado.

Carol disse...

Pastor Queiroz, sou sua fã!!! É impossivel não gostar do Pastor Queiroz...